Healthy · investigação interna · não enviar à cliente · 7 de novembro de 2026

O que o relatório não viu

Página de trabalho do Ricardo. Seis lentes olharam para os dados e para fora deles, oito conclusões passaram por dois refutadores cada, e as contas principais foram conferidas no export. Com 15 € por pessoa, a Healthy fica abaixo do break-even de 750 € por dia em quase todos os meses, e não só em setembro e outubro.

Resposta curta

A conta

Faturação estimada por dia2026, a 15 € por pessoa

Em 2026 só agosto passou dos 750 € por dia. Os outros meses ficaram entre cerca de 575 e 680 €.

Pessoas por dia registado no TheFork Manager × 15 € (estimativa sem POS). A barra cheia marca o único mês acima dos 750 €.

2026Pessoas/diaA 15 €Contra 750 €Conta média que empata
jan38,3575 €−175 €19,57 €
fev39,9598 €−152 €18,82 €
mar44,1662 €−88 €17,00 €
abr44,0660 €−90 €17,05 €
mai45,4681 €−69 €16,51 €
jun42,3635 €−115 €17,73 €
jul44,7670 €−80 €16,78 €
ago50,7761 €+11 €14,79 €
set42,0630 €−120 €17,84 €
out40,0600 €−150 €18,75 €

Os donos escreveram «O break even era cerca de 750€ dia, cerca de 22 mil eur mês» (break-even-donos.md, linha 8). A frase está no passado e não diz se leva IVA nem o que inclui. De janeiro a outubro de 2026 entraram 13 041 pessoas em 302 dias, 43,2 por dia (pacote-dados.md, secção 1). A 15 € por pessoa, que é uma estimativa sem POS, dá 648 € por dia. Faltam 102 € por dia, cerca de 3 100 € por mês de faturação. Pela régua mensal faltam 2 440 € (22 000 − 1 304 pessoas × 15 €).

Cada euro de faturação que falta custa cerca de 0,66 € de lucro (1 ÷ 1,13 × 0,75, com IVA a 13 % e custo de produto a 25 %, ambos premissas). Por isso a falta de lucro média fica em cerca de 1 620 a 2 060 € por mês. Em setembro e outubro é de 2 050 a 2 260 €. No inverno passado foi de 2 780 a 3 490 € (falta de faturação de 4 180 a 5 260 € × 0,66).

Se os 750 € forem sem IVA e os 15 € com IVA, cada pessoa deixa 13,27 € (15 ÷ 1,13). A falta de faturação passa para 177 € por dia, cerca de 5 380 € por mês (+73 %). Em lucro dá cerca de 3 770 a 4 040 €. Para empatar seriam precisas 56,5 pessoas por dia, mais do que o melhor mês dos três anos (50,7 em agosto de 2026).

A conta média que empata fica entre 16,87 € (régua mensal) e 17,37 € (régua diária), ou 19,63 € no caso sem IVA. A 18 € a casa já empata na média (+1 472 € por mês). A 12 € faltam cerca de 6 350 € por mês. Só agosto de 2025 (50,2 por dia) e agosto de 2026 (50,7) passam as 50 pessoas por dia. O pacote mostra a conta média precisa mês a mês, de 14,79 € em agosto a 19,57 € em janeiro (pacote-dados.md, secção 9).

A conta tropeça na história da casa. Em 2025 entraram 14 960 pessoas, que a 15 € dão 224 400 €, contra 264 000 a 273 750 € de break-even. Faltariam 39 600 a 49 350 € num só ano, ou 65 000 a 75 000 € no caso sem IVA. Em 2024 faltariam ainda mais. Ou a conta média é maior, ou há receita fora da sala, ou faltam pessoas no registo, ou os 22 000 € incluem coisas que não saem da caixa. Também pode ser que os donos andem a pagar a diferença.

Pontos cegos

Cada ponto traz o estado depois dos refutadores. Corrigido quer dizer que ficou de pé numa versão mais estreita. Por provar quer dizer que precisa de um dado que ainda não temos.

1

O buraco é de nível e vem do ano todo

corrigido pelos refutadoresconfiança média

A 15 € por pessoa, 2026 deu 195 615 € de janeiro a outubro, contra 220 000 a 228 000 € de break-even. Faltam 24 385 a 32 385 €. Setembro e outubro valem 8 235 €, 25 % do buraco em 20 % dos meses, quase a sua parte. Janeiro e fevereiro somam mais (9 690 €). Contra 2025, setembro e outubro perderam só cerca de 1 800 € de receita. O inverno passado foi cerca de 25 % pior por mês do que setembro e outubro (média de 5 134 € contra 4 118 € pela régua diária). Tudo isto só vale se a conta média ficar abaixo de cerca de 17 €. A 18 €, de março a setembro passam o break-even e ficam abaixo só outubro, janeiro e fevereiro (pacote-dados.md, secção 9).

corrigido. Os dois refutadores confirmaram as contas e tiraram o «existe desde 2024», porque o break-even é dito no passado e pode não valer para 2024

2

A conta não bate com uma casa que continua aberta

corrigido pelos refutadoresconfiança alta na contradição, baixa na causa

Pelo modelo «pessoas × 15 €», 2025 teria fechado 39 600 a 49 350 € abaixo do break-even, ou 65 000 a 75 000 € se os 750 € forem sem IVA. Há quatro explicações e nenhuma se distingue sem dados. (1) A conta média é maior do que 15 €. (2) Há receita fora da sala (Uber Eats, loja, take-away) que o export não vê. (3) O registo manual dos walk-ins deixa pessoas de fora. (4) Os 22 000 € incluem o ordenado dos donos, amortizações ou custos de outra altura, ou os donos cobrem a diferença. O diagnóstico de 6-nov já dava custos fixos de 14 000 a 27 200 € por mês (diagnóstico, secção 4.3), por isso os 22 000 € caem no cenário do meio.

corrigido. Os dois refutadores juntaram a explicação do registo e a da composição do break-even

3

Três números por medir decidem o sinal

corrigido pelos refutadoresconfiança alta

São a conta média real, a base de IVA do break-even e a faturação fora do export. Os sinais sobre a conta média apontam em sentidos opostos. O preço declarado ao TheFork (10,90 € ao almoço e 14,50 € ao jantar) dá 11,39 € por pessoa (diagnóstico, secção 3b). A conta sobre a carta, já com os descontos, dá 14,7 a 16,3 € (diagnóstico, secção 4.2). Entre esses dois valores, o mês médio fica entre −2 830 € e −745 €. Os dois eixos mexem um com o outro. Se o break-even for sem IVA, 18 € com IVA valem só 15,93 € e o mês fica em −1 226 €.

corrigido. «Quase duplica» passou a +73 %, e passaram a ser três números em vez de dois

4

As entregas e a loja ficam fora de todas as contas

corrigido pelos refutadoresconfiança média

O contexto do cliente descreve o negócio como refeição na sala mais delivery mais venda de artesanal (.agents/product-marketing-context.md, linhas 14 a 16). As entregas não aparecem no export do TheFork (diagnóstico, linha 149). O Uber Eats mostra mais de 1 000 avaliações, mas a página deu 403 e não foi aberta. Por cada euro com IVA, a sala sem desconto deixa cerca de 0,66 €. A recolha na app deixa 0,51 €, a entrega própria 0,46 € e a entrega com estafeta Uber 0,36 € (taxas de merchants.ubereats.com/pt/pt/pricing, lidas a 7-nov-2026, sem embalagem). Pode haver um «Buy 1, get 1 free» que deixaria cerca de 2,3 € por pedido. Só se viu num resumo de pesquisa, por isso fica NÃO VERIFICADO.

corrigido. Saiu «o maior ponto cego» e saiu «a cozinha da tarde já está paga», por não haver folha de pessoal

5

As horas pagas à equipa pesam mais do que o relatório mostra

corrigido pelos refutadoresconfiança média

A casa abre 88 horas por semana (diagnóstico, secção 4.6), cerca de 382 horas por mês por posto. A 10,47 € por hora, que é uma estimativa (verificacao-pendentes.md, ponto 76), cada posto coberto custa cerca de 4 000 € por mês. Dois postos dão 36 % de 22 000 € e três dão 55 %. O rácio típico ronda 30 a 35 %, mas vem de blogues de Espanha e dos EUA. Das 14h às 22h entram cerca de 2 pessoas por hora, que dão ~30 € por hora a 15 €. A régua pede ~60 € por hora (pacote-dados.md, secção 3). O relatório pediu a equipa por turno mas não perguntou o tipo de contrato.

corrigido. É falso que o relatório «não perguntou», porque pediu a equipa por turno. O acórdão citado sobre o acordo dos trabalhadores trata de adaptabilidade e não prova a regra

6

O fim de semana caiu contra 2025 mas está igual a 2024

por provarconfiança baixa

Em setembro e outubro, sábado e domingo passaram de 104,5 para 90,8 pessoas por dia de 2025 para 2026 (−13 %, 13,7 pessoas por semana). Isso é cerca de 90 % da queda total. Contra 2024, o fim de semana desceu só 3 % (93,7 para 90,8) e os dias úteis subiram 16 % (pacote-dados.md, secção 2). Cada célula tem 8 a 9 dias. Pode ter sido 2025 a correr acima do normal, e pode ser ruído. Recuperar o fim de semana todo dá cerca de 29 € por dia, perto de 20 % da falta de outubro.

7

A manhã não caiu, foi para o almoço

corrigido pelos refutadoresconfiança média

Das 9h às 11h as chegadas desceram 0,94 por dia, e às 12h e 13h subiram 1,72 (pacote-dados.md, secção 3, jan-out). O saldo é positivo. A leitura de setembro já apontava o menu de almoço como causa possível (2026-09-23-diagnostico-quebra-setembro.md, linha 27). Se o almoço a 9,90 € substitui pequenos-almoços ou almoços à carta, a conta média desce sem que se perca gente.

corrigido. Os refutadores leram deslocação onde a lente lia perda

8

O TheFork trocou walk-ins de forma desigual

corrigido pelos refutadoresconfiança média

De 2024 para 2026 os walk-ins desceram 6,8 por dia e o TheFork subiu 11,9. Em média a perda é 57 % do ganho. Foi quase de um para um em fevereiro e março (94 % e 98 %) e de 13 % em agosto. Em outubro de 2024 os walk-ins já tinham caído 5 por dia antes da primeira reserva com oferta (31-out). Os 40 % de repetentes de 2026 repetem dentro do TheFork, o que não prova que fossem antes clientes de porta (diagnóstico, secção 2).

corrigido. Caiu o «degrau único», caiu a troca de um para um e caiu «o desconto paga regulares»

9

O registo dos walk-ins pode estar incompleto

por provarconfiança baixa

Os walk-ins são 60 a 70 % das pessoas e são registados à mão. Em 2026 o registo passou para outra pessoa (diagnóstico, linha 27). Só 3 % caem em hora redonda, o que prova que o registo é feito na hora mas não que está completo (pacote-dados.md, secção 7). Nunca foram cruzados com os cobertos do POS. As quintas de 10 e 17-set-2026 tiveram 22 e 17 pessoas, contra 40 a 57 nos dias à volta. À noite, as mesas de uma pessoa nos walk-ins subiram de cerca de 14 % em 2024 para cerca de 41 % em 2026 (contagem nossa no export, 7-nov). Pode ser take-away ou cafés ao balcão registados como walk-in.

10

A sobremesa deve levar o desconto do TheFork

por provarconfiança baixa

O relatório (6.2) diz que bebida e sobremesa não levam desconto. Numa reclamação em Portugal, uma resposta do TheFork diz que o desconto cobre entradas, pratos e sobremesas e deixa de fora menus e bebidas (portaldaqueixa.com, via resumo de pesquisa a 7-nov-2026). Os termos variam de restaurante para restaurante. Se for assim, só a bebida escapa ao desconto, e o menu de 9,90 € provavelmente também.

11

A lotação não está medida

corrigido pelos refutadoresconfiança baixa

Em 2023 a sala tinha 30 lugares contando com a esplanada (Barlavento, 13-out-2023). O pico diário a 60 minutos tem mediana de 13 pessoas, p90 de 19 e máximo de 29. A 90 minutos o máximo dá 33, acima dos 30 lugares, o que mostra que a estadia assumida ou a lotação estão erradas (pacote-dados.md, secção 4). Sem os lugares de hoje não se sabe se o almoço enche nos dias fortes.

corrigido. «O almoço enche 1 dia em 10» só vale se o interior tiver cerca de 20 lugares

Restrições

Soluções

Ordenadas pelo dinheiro que podem trazer para fechar a diferença. Os efeitos são estimativas com as premissas à vista.

1

Passo zero, antes de tudo. Pedir aos donos numa frase o que entra nos 22 000 € e se leva IVA. Pedir ao contabilista a faturação mensal sem IVA de 2025 e 2026 (declarações de IVA ou SAF-T), separada em sala, Uber Eats e loja. Pedir a exportação do Uber Eats Manager (pedidos, bruto, líquido, promoções e taxa). O POS fica para depois, só se der.

Efeito
0 € diretos. Decide se a falta de lucro é de cerca de 0 € (conta média real de 17 a 18 €), de 1 600 a 2 100 € por mês (caso com IVA) ou de 3 800 a 4 000 € (caso sem IVA). Faturação a dividir pelas pessoas do export dá a conta média real e testa o registo dos walk-ins.
Custo
0 €. Uma mensagem e o tempo do contabilista.
Risco
Os donos já recusaram o POS. A frase sobre os 22 000 € é o pedido mais pequeno e deve ir primeiro.
Prazo
Pedir esta semana. A resposta dos donos sai num dia, a do contabilista em 1 a 2 semanas.
Prova
Sem fonte externa. Os dois refutadores de C1, C2 e C3 concordam que este dado decide o sinal do problema.
2

Desenhar a escala da equipa sobre a curva de chegadas, com picos às 12h e 13h (~6,9 por hora) e vale das 15h às 18h (1,6 a 2,2). Na prática, uma pessoa a menos durante cerca de 4 horas por dia na tarde e nas noites fracas, antes de fechar portas. Perguntar primeiro que contratos existem (efetivo, a termo, parcial, extras).

Efeito
4 h × 10,47 € × 30,4 dias = cerca de 1 270 € por mês. Uma pessoa a tempo inteiro a menos dá ~1 550 € por mês, o que baixa o break-even em ~2 330 € de faturação (1 550 ÷ 0,664), cerca de 77 € por dia. Só existe se as horas pagas encolherem mesmo. O fecho às 19h à segunda e à quinta (6.1) dá +180 a +880 € por mês nas mesmas condições.
Custo
Tempo dos donos para refazer as escalas. Pode haver custo de acordo com os trabalhadores.
Risco
A lentidão já aparece nas avaliações (diag-set, linha 133, amostra não verificada). Com equipa efetiva a tempo inteiro, a poupança pede acordo ou espera pelo fim de contratos a termo.
Prazo
Depende dos contratos. Os extras e os parciais mexem já. Os contratos efetivos levam semanas.
Prova
Média. A curva é interna (pacote-dados.md, secção 3). Fora, os casos de escala ajustada à procura dão 1 a 12 % de poupança no custo de pessoal, mas são números de fornecedores (casestudies.com, P.F. Chang's e Fresh Restaurants, páginas não abertas a 7-nov-2026).
3

Medir as entregas e, se der, usar a cozinha da tarde para elas. Primeiro tirar do Uber Eats Manager o volume de 2024 a 2026 e confirmar se o «Buy 1, get 1 free» está ativo. Se estiver, limitá-lo às 15h às 19h. Depois empurrar a recolha ao balcão (15 %) e um link de encomenda direta.

Efeito
Desligar o BOGO dá cerca de +265 € por mês por cada 100 pedidos que fiquem (passa de ~2,3 € para ~4,9 € por pedido). 10 pedidos novos por dia a 15 € com estafeta Uber deixam ~1 450 a 1 650 € por mês, mas o volume é premissa sem dados. Passar 2 000 € por mês de entrega Uber para o balcão dá +600 € por mês.
Custo
0 € para o BOGO. Embalagens, ainda sem preço, e tempo da cozinha para o resto.
Risco
As entregas podem já existir em volume e nesse caso o ganho marginal é menor. Ao almoço competem com a sala. Pode haver canibalização.
Prazo
Leitura dos dados numa semana. Teste de 8 semanas.
Prova
Baixa. As taxas são oficiais (merchants.ubereats.com/pt/pt/pricing, lido a 7-nov-2026). O BOGO e o volume não estão verificados.
4

Tirar o desconto do TheFork das horas de pico. A oferta de 30 % passa para as 14h às 16h30, com as 12h às 14h sem desconto. A 6.3 e a 6.4 do relatório andam ao mesmo tempo, uma de cada vez em blocos de 4 semanas. Um clube de regulares com no máximo 10 % pode acompanhar a mudança para segurar quem repete.

Efeito
A 6.3 dá ~670 €, a 6.4 ~380 a 520 € e a mudança de janela ~300 € sem IVA, sempre se ninguém sair (diagnóstico, secções 6.3 e 6.4). O total não passa de ~1 000 a 1 200 € por mês, porque as três tocam as mesmas pessoas. O clube dá ~300 a 520 € se a oferta encolher (premissa de 80 regulares a migrar).
Custo
0 €. Um pedido ao gestor de conta do TheFork e cartões impressos.
Risco
Cada medida empata se saírem cerca de 40 % das pessoas com desconto. Neste momento a casa está abaixo do break-even, e perder volume dói.
Prazo
Primeiro bloco de 4 semanas a partir de 23-nov, depois do FEST.
Prova
Média. O TheFork recomenda ofertas «during periods of low demand» (theforkmanager.com, lido a 7-nov-2026). Kimes e Dholakia (Cornell, 2011) dizem que 44 % de quem usa cupões já era cliente frequente.
5

Vender mais à mesa. A equipa propõe a bebida antes do prato. Há um combo «menu mais limonada ou matcha» e um cartão de bebidas na mesa. Vinho a copo e cerveja ao jantar entram só se os donos aceitarem.

Efeito
Cada euro a mais por pessoa dá ~1 304 € de faturação, ou ~795 a 870 € de lucro por mês, conforme o IVA seja de 13 ou de 23 % (diagnóstico, secção 6.2). Os 15 € já incluem uma bebida, por isso fechar 2,4 € só com bebida pedia que 59 a 94 % das pessoas comprassem uma segunda de ~4 €. Sozinha não fecha a falta.
Custo
Baixo. Uma conversa com a equipa e um cartão.
Risco
Depende de uma equipa com queixas de lentidão. A sobremesa deve levar o desconto do TheFork, e só a bebida escapa de certeza.
Prazo
Já. Mede-se em 4 semanas com a faturação.
Prova
Fraca. Há um estudo em restaurantes familiares (Journal of Organizational Behavior Management, vol. 11 n.º 1), lido só no resumo e sem percentagem.
6

Rever o preço só dos pratos mais pedidos (bowls base a 11,99 €), depois de conhecer o mix e com a caixa medida. Os preços de entrada que servem de âncora ficam como estão.

Efeito
Uma subida de ~0,6 € por pessoa dá ~780 € de faturação e ~690 € de lucro por mês, porque o custo do produto não muda. Só se paga se saírem menos de 5 a 6 % das pessoas.
Custo
Reimprimir a carta e acertar o TheFork, o Uber Eats e o POS.
Risco
Há queixas de porção para o preço e a nota Google é 4,2. A sala não tem fila para repor quem sai.
Prazo
Depois do passo zero e de 2 semanas de mix.
Prova
Média. Os preços da restauração subiram ~6 % em 2025 (governador do Banco de Portugal citado pela RTP, lido a 7-nov-2026, sem data e sem citar o INE).
7

Criar um menu de grupo direto, a preço fixo com bebida e com sinal, reservado por telefone ou WhatsApp, fora das 12h às 14h30 ao fim de semana. Pedir ao TheFork que os grupos de 8 ou mais fiquem fora da oferta.

Efeito
Cerca de +850 € por mês, mas com premissas sem fonte (4 grupos novos de 12 a 22 € por pessoa). Hoje vêm cerca de 33 pessoas em grupo por mês, 2,5 % da sala, e chegam sobretudo das 9h às 13h.
Custo
Baixo. Uma carta de grupo e a regra do sinal.
Risco
Não há prova de procura nova. Os grupos chegam no pico e não nas horas vazias.
Prazo
Teste de 8 semanas, com o Natal no meio.
Prova
Baixa. Há um caso em Lisboa, o HŪE, com 400 € de consumo mínimo (venuu.com, lido a 7-nov-2026, com números contraditórios).
8

Reajustar o menu de almoço de 9,90 €. Opção A, 11,90 € com uma dose de cheesecake. Opção B, 9,90 € mais «bebida e sobremesa» por +2,50 €. Testar 4 semanas de segunda a sexta.

Efeito
~+320 € de lucro por mês, com a premissa de 180 menus por mês. Empata se saírem 21 a 28 % de quem o pede, conforme o custo real do cheesecake ilimitado.
Custo
Uma página da carta e o acerto no TheFork e no POS.
Risco
O cliente de almoço de semana é sensível ao preço. Perde-se o argumento dos 9,90 € nos anúncios.
Prazo
4 semanas.
Prova
Fraca. A Padaria Portuguesa tem um prato com sumo a 9,90 € (Notícias ao Minuto, sem data confirmada). Não se sabe quantos menus se vendem nem desde quando.
9

Testar o brunch de fim de semana sem desconto para o Algarve central. Primeiro perguntar aos donos o que mudou ao sábado e ao domingo, depois correr anúncios de sexta a domingo a levar ao Maps e ao site.

Efeito
Recuperar todo o fim de semana perdido contra 2025 dá ~60 pessoas por mês, ~590 € de lucro. Tirando ~150 € de anúncios, ficam ~150 a 445 €. Contra 2024 a perda é só de 3 %, por isso o ganho pode ser zero.
Custo
Dentro do orçamento de anúncios atual.
Risco
A queda pode ser ruído de 8 a 9 dias por célula ou um 2025 acima do normal.
Prazo
Teste de 4 semanas, lido contra as mesmas semanas de 2025 e de 2024.
Prova
Baixa. Só há correlação interna no tempo.

Perguntas aos donos

  1. Os 750 € por dia e os 22 000 € por mês são com ou sem IVA? São a faturação que empata ou só os custos fixos? Incluem o vosso ordenado, a renda, a equipa, o produto e os empréstimos? De quando é a conta («era»)?
  2. Podem pedir ao contabilista a faturação de cada mês de 2025 e 2026, separada em sala, Uber Eats, loja e take-away?
  3. Como é que a casa aguentou 2025? Houve dinheiro posto por vocês ou vindo do Alameda ou do Monky, e há custos partilhados entre as três casas?
  4. Quanto dinheiro há para aguentar até março, e o que tornou setembro e outubro «arrasadores» (uma conta a pagar, renda, contratação, fim de crédito)?
  5. Quantas pessoas trabalham na Healthy, com que contratos (efetivo, a termo, parcial, extras), e quantas estão em cada turno, incluindo a noite?
  6. Quanto faturam por mês no Uber Eats, que taxa pagam e o «Buy 1, get 1 free» está ativo? Quem o paga?
  7. Todas as mesas sem reserva entram no TheFork Manager? Os cafés ao balcão, o take-away e as recolhas entram como walk-in de uma pessoa?
  8. Quantos lugares sentados há hoje, dentro e na esplanada? A esplanada funciona no inverno?
  9. O que mudou no brunch de sábado e domingo em setembro e outubro, e o que aconteceu nas quintas 10 e 17-set-2026?
  10. Quantos menus de almoço a 9,90 € vendem por dia e desde quando existe o menu? O desconto do TheFork aplica-se ao menu e às sobremesas?

O que muda no relatório

O que caiu nos refutadores

18 conclusões que não aguentaram
  • «Saber o IVA quase duplica a falta.» A conta dá +73 % (5 380 contra 3 110 € por mês), não o dobro.
  • «O buraco existe desde jan-2024.» Aplica a 2024 e 2025 um break-even dito no passado, sem data, e uma conta média de 2026. Em 2024 não havia oferta do TheFork e os custos eram menores.
  • «A frase do relatório engana em dinheiro.» Ficou como incompleta, porque o relatório já dizia que o dinheiro se perde no que cada pessoa deixa.
  • «A queda dos walk-ins foi um degrau único em 2025.» A perda vai de 1,7 a 12,1 por dia conforme o mês, começou em outubro de 2024 antes da oferta e repete-se em outubro de 2026.
  • «No inverno foi uma troca de um para um.» Só fevereiro e março chegam perto (94 % e 98 %). Janeiro dá 72 % e a média dá 57 %.
  • «O desconto passou a pagar regulares.» Os 40 % repetem dentro do TheFork e não provam que antes viessem à porta.
  • «Os walk-ins perdidos têm o tamanho exato do buraco.» A coincidência só existe a 15 € e ignora o desconto. Em 2024, sem desconto, a sala já fazia cerca de 580 € por dia.
  • «Os meses de residentes não cresceram em dois anos.» Fora do verão, 2026 está 7 % acima de 2024 e janeiro a março estão 13 % acima de 2025.
  • «A manhã perdeu procura.» As chegadas passaram da manhã para o almoço e o saldo é positivo.
  • «O mercado de fora não encolheu, a perda é de quota.» Não há dados de turismo de setembro e outubro de 2026 nem de quota local. O alcance do Instagram caiu porque as campanhas passaram a comprar cliques.
  • «O relatório não tem proposta para o brunch.» A 6.5 refere o brunch de fim de semana como mensagem dos anúncios. Falta-lhe só uma proposta própria.
  • «O relatório não perguntou como a equipa está contratada.» Pediu a equipa por turno a 6-nov. Faltou só o tipo de contrato.
  • «Reduzir horas exige acordo», com base no acórdão 193111. O acórdão trata de adaptabilidade de horário e não prova essa regra.
  • «A conta média é a alavanca menos tratada e vale mais do que qualquer estratégia.» A 6.2 já existe, os 1 304 € são faturação bruta (~870 € de lucro) e a 6.1 pode valer mais.
  • «Bebida e sobremesa nunca levam desconto.» A sobremesa deve levá-lo. Só a bebida escapa.
  • «As entregas são o maior ponto cego» e «a cozinha da tarde já está paga.» Não há ordenação dos pontos cegos nem folha de pessoal.
  • «As alavancas do relatório não chegam.» A comparação misturava faturação com lucro. Em lucro, cobrem setembro e outubro quase por inteiro e 60 a 75 % do inverno, se o break-even levar IVA.
  • «O almoço enche em 1 dia em 10.» Só vale se o interior tiver cerca de 20 lugares. Com 30 lugares, o p90 de 19 pessoas dá 63 %.

Contas conferidas

Fontes: pacote-dados.md, break-even-donos.md e investigacao-resultado-2026-11-07.json na pasta investigacao-2026-11.